terça-feira, 8 de outubro de 2013

Alone

Certas coisas acontecem e você continua vivendo, sobrevivendo. Você passa os dias fazendo as coisas que lhe são pedidas e deixa pra lá as coisas que você gostaria de fazer. Você fica estressado, você cansa como todo mundo, mas deitar na cama não te faz descansar, dormir não te faz descansar. Parar faz você pensar em porque você está perdendo esse tempo parado, sabendo que tem tanta coisa para ser feita. Sua cabeça não descansa um minuto. Você pensa pelo menos uma vez por dia que se matar seria uma boa ideia, pois assim sua cabeça descansaria. Você pensa pelo menos uma vez por dia que fugir pra qualquer lugar que não aqui seja uma boa ideia, assim quem sabe, sua cabeça descansaria. Você tem minutos contados no seu dia para fazer as coisas que você precisa e de repente você perde um ônibus, ou você se pega escrevendo um texto inútil que ninguém vai ler a não ser que você tenha coragem de mostrar o quão fraca você é e poste isso em algum lugar da internet. Estudar é uma opção, mas pra que? Você estuda, se esforça, faz os trabalho, tira nota boa e no final você não sabe o porque de todo esse esforço. Você fez porque é bom pros outros ou porque quer um pouco de reconhecimento, que no final....... você não tem. Você é só mais um no meio de tanta gente e por mais que você faça, você vai continuar sendo 1 entre 8 bilhões. Que diferença faz acordar cedo? Que diferença faz arrumar a cama quando você levanta? Pra que terminar a faculdade? Você faz porque você é um robô? Não! Você não é um robô. Você é um ser humano, um ser com sentimentos, um ser com dores e amores. Amores? Quem precisa deles? Essa é a pergunta  que todo mundo que terminou um relacionamento recentemente se faz e faz aos outros a sua volta. Um amor te da borboletas no estomago, um amor faz você sorrir quando está triste e chorar quando está feliz; essas coisas contraditórias e boas que só um amor te traz. As dores estão no seu dia-a-dia. No bom dia que você deu e não recebeu de volta, no corte que você fez no dedo enquanto lavava uma faca, ou até quando você lembra daquele ente querido que já se foi. Tudo isso dói. As vezes, para os outros (na frente dos outros) isso não faz diferença nenhuma, mas quando estão sozinhos isso pega no fundo. Crescer também dói. Dói o músculo que está esticando ou dói ver as responsabilidades que você vai ter. Ou dói ver que você já tem responsabilidades e por mais que você as cumpra, nunca será como você achava que seria. Você passa corre o olho pelos contatos do seu celular e não encontra ninguém que você possa ligar. Ligar para desencanar as ideias, ligar para desabafar, ligar para chorar ou para sorrir. Você não encontra ninguém que você acha que possa incomodar com as suas insuportáveis e constantes pirações. Você está sozinho, mesmo que ache que não. Um dia, você vai entender.

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